O conceito de furto de energia, também conhecido popularmente por “gato”, é bem simples pois trata-se de um ponto de conexão de energia diretamente da rede elétrica sem o conhecimento e a autorização da empresa distribuidora. Com olhar mais detalhado sobre este conceito, percebe-se que vai além de uma derivação elétrica e submerge em conceitos sociais, financeiros e principalmente culturais, que fluem descontroladamente logo abaixo dos olhos das concessionárias do Brasil e permeiam também pelo restante da América Latina. Os dados da ANEEL evidenciam que mais de 4 bilhões de reais deixaram de ser arrecadados em todo o território brasileiro no último ano (Maio/2016 até abril/2017). Grandes centros urbanos estão no alvo dos fraudadores, que atuam desde uma grotesca interferência em medidor residencial, até um sofisticado controle remoto para o desligamento temporário da medição de uma grande indústria. O desemprego e as sucessivas crises econômicas têm criado novas oportunidades de fonte de renda, comercializando livremente o “serviço especializado”, por meio de cartazes, redes sociais e empresas de fachada, que ofertam verdadeiros milagres de redução da conta de energia; A velha ideia do “jeitinho brasileiro”, fecha o pacote cultural que incentiva pequenos e grandes consumidores a realizar ações evitando o pagamento parcial ou total das faturas emitidas, totalizando mais de 6% de toda a energia consumida do pais. Como se não bastasse, esse custo é repassado diretamente aos clientes pagantes. Por isso, está na hora de repensar os conceitos e assumir as responsabilidades para transformarmos juntos essa realidade.

Os dados da ANEEL evidenciam que mais de 4 bilhões de reais deixaram de ser arrecadados em todo o território brasileiro no último ano (Maio/2016 até abril/2017).

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